Nossa história

Em janeiro de 1983, quatro casais deram inicio ao projeto de montar um grupo de escoteiros na paróquia de Santa Gertrudes. São eles:

  • Jorge e Cecília Ribeiro
  •  Carlos e Sandra Mariano
  • Johan e Cristina Ribeiro
  •  Luis e Regina

Colaboraram com o projeto alguns ex-pioneiros do G.E. Piratininga: Edmo, Janete, Izilda, Celso e Paulo. O Padre Getúlio Vieira (pároco da Santa Gertrudes), grande colaborador e incentivador do projeto, teve papel de destaque na viabilidade deste projeto, pois foi ele quem cedeu espaço e acolheu o grupo.

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Flor de Lis

Sua experiência anterior como membro e fundador de outro grupo escoteiro foi de grande valia. Durante os meses de janeiro a abril de 1983, estas pessoas trabalharam com empenho para a regularização e fundação do grupo. No dia 07 de Maio de 1983 aconteceu a primeira atividade com uma alcatéia de lobinhos, uma tropa de escoteiros e uma tropa sênior.

No inicio o nome do grupo deveria ser “Karol Wojtyla”, e as cores do nosso lenço, amarelo com fitas branca e vermelha. As cores amarela e branca eram uma homenagem ao Vaticano, que carrega estas cores em sua bandeira, enquanto o vermelho (e novamente o branco) homenageava o país de origem do Papa – a Polônia (bandeira nas cores branca e vermelha).

No entanto, a UEB não permite nome de pessoas vivas nos grupos escoteiros, ainda que seja o Papa. Houve então um movimento para escolher outro nome. Os participantes deveriam levar sugestões para uma assembléia, onde se escolheriam o nome, o lenço e bandeira do grupo que estava por nascer.

O primeiro nome em mente, então, foi Grupo Escoteiro Campo Grande, que é o nome do bairro onde se situa a sede do grupo. E por que não Campo Grande em tupi guarani?

Iniciou-se uma pesquisa para descobrir como seria este nome na língua indígena. Após uma ampla pesquisa realizada pelos fundadores do grupo, encontraram a definição de “Arvore” = “Ibira” e “Grande = Campo”. Este foi o nome levado para a Assembléia: “Grupo Escoteiro Ibiraguaçu”.

A sugestão foi aceita pela assembléia, em grande parte por ser um nome de origem indígena. Um novo modelo de lenço também foi desenvolvido, mantendo o padrão das cores do lenço protótipo, apenas substituindo a fita branca pela marrom (de terra, de campo). A Bandeira foi discutida nesta mesma assembléia e os fundadores fizeram o desenho em função das novas cores.

Alguns anos depois, quando o grupo já estava em atividade, encontraram um novo significado para a palavra “Guaçu” e que não estava relacionada com a palavra “Campo” como se supunha no inicio. A palavra “Guaçu” significava “Grande”.

O Grupo que até então não tinha um símbolo, ganhou com esta descoberta o desenho de uma grande e bela árvore como seu símbolo maior.

A data oficial de fundação do G.E. Ibiraguaçu aconteceu no dia 20 de Agosto de 1983, com a promessa do primeiro membro juvenil. Neste dia, o Comissário Distrital realizou a promessa do chefe Johan Albino Ribeiro que foi o primeiro chefe de grupo e este fez a promessa de todos os chefes que compunham o grupo naquele momento.

Logo após a primeira Akelá, Regina Antónia Ribeiro Martins, tomou a promessa do lobinho Marcelo Blanco. Estavam presentes vários grupos do 17º Distrito Santo Amaro e Campo Limpo. A cerimônia foi longa e tomada de muita emoção, e quando a bandeira do grupo foi hasteada pela primeira vez, logo após as promessas, o nervosismo fez com que ela subisse de cabeça para baixo.

A Bandeira Nacional já estava hasteada e sem saber o que fazer ficou assim mesmo até o arriamento. Até hoje em todos os aniversários a bandeira é hasteada de cabeça para baixo, lembrando a emoção deste dia.

O G.E. Ibiraguaçu está hoje em período de grande maturidade, instalado no parque municipal Darci Silva em uma área de aproximadamente 8 mil metros quadrados – ainda no bairro de Campo Grande, agrega uma comunidade de aproximadamente 300 pessoas (pais, chefes e membros juvenis).

Possui a seguinte estrutura:

– 02 alcatéias mistas com 60 crianças
– 02 tropas escoteiras – 1 masculina e 1 feminina – com 70 jovens
– 02 tropas seniores – masculina e feminina – com 36 jovens
– 01 clã de pioneiros misto com 12 jovens
– 50 chefes
– 09 chefes insígnias da madeira
– 01 entidade patrocinadora – ACADEMI – formada pelos pais dos jovens pertencentes ao grupo
– Ativa participação em atividades regionais, nacionais e internacionais (incluindo participação no Jamboree realizado no Chile)
– Auxilio a UEB-SP na formação de adultos voluntários
– Integração com a comunidade local